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Chocolate na Páscoa: um acto de prazer consciente!

Em plena época de Páscoa, o consumo de cacau dispara. E porque ao aliarmos o prazeroso acto de comer chocolate podemos simultaneamente estar a contribuir para um planeta melhor, deixo-vos algumas reflexões sobre o consumo de chocolate proveniente do comércio justo, procurando não só desmistificar alguns conceitos como também, quiçá, aguçar-vos o apetite!

Assistimos a um aumento progressivo do consumo consciente, com os consumidores a questionarem-se sobre a origem dos produtos que compram. Como foram produzidos? Os produtores foram remunerados com um preço justo? Estas são algumas das questões que o Comércio Justo procura solucionar e no caso específico do cacau o objectivo é garantir que o mesmo foi produzido e adquirido em condições justas.

As consequências sociais do Comércio Justo

O Comércio Justo é um movimento social e económico que pretende construir uma alternativa ao comércio convencional, adicionando aos imperativos económicos os valores éticos que incluem aspectos sociais e ambientais. O objectivo é também o de colocar as trocas comerciais, quer de produtos quer de serviços, efectivamente ao serviço das pessoas, procurando o desenvolvimento sustentável das comunidades locais e do mundo como um todo. Tal implica um trabalho digno para todas as pessoas envolvidas e adequação das actividades económicas às suas necessidades e aos seus interesses.

O comércio internacional de chocolate

O maior produtor mundial de cacau é a Costa do Marfim na África Ocidental, com uma quota de mercado de 40% na produção de cacau. Números oficiais apontam para a existência de mais de 100.000 crianças a trabalhar em condições precárias em explorações agrícolas de cacau e cerca de 10.000 vítimas de tráfico humano e escravatura.

Alguns estudos sugerem que cerca de 40% do cacau é colhido utilizando trabalho escravo. Além disso, há também questões ambientais a ser consideradas, pois por ano centenas de milhares de hectares de floresta são destruídos para disponibilizar mais terra aos produtores de cacau. O chocolate do comércio convencional tem sido muitas vezes produzido a um custo social e ambiental comprometedor para o equilíbrio do planeta.

Os benefícios do Chocolate do Comércio Justo

A política económica do mercado livre permite a existência de uma regulamentação mínima e em muitos dos países produtores em que o trabalho escravo persiste faltam infra-estruturas ou o nível de desenvolvimento necessário para pressionar no sentido de uma alteração do sistema. Contudo, os consumidores interessados podem, no entanto combater o problema comprando apenas os produtos produzidos de forma “justa” e socialmente responsável.

Os benefícios do Chocolate do Comércio Justo

A política económica do mercado livre permite a existência de uma regulamentação mínima e em muitos dos países produtores em que o trabalho escravo persiste faltam infra-estruturas ou o nível de desenvolvimento necessário para pressionar no sentido de uma alteração do sistema. Contudo, os consumidores interessados podem, no entanto combater o problema comprando apenas os produtos produzidos de forma “justa” e socialmente responsável. O Comércio Justo para além do conceito é também um selo que certifica todos os produtos no mercado provenientes de Comércio Justo. As empresas que desejam vender produtos de comércio justo têm de provar que seu produto atende aos critérios do Comércio Justo, a fim de obter este selo, o que significa que os produtores comprometem-se a pagar salários justos e condições de trabalho aos seus trabalhadores, bem como a obrigação por parte das marcas de chocolate a pagar preços justos aos próprios produtores. O Comércio Justo de cacau é uma tentativa de garantir que o chocolate é produzido sob condições socialmente e ambientalmente aceitáveis. Portanto, nesta Páscoa, ofereça chocolates de comércio justo e para além de um momento de puro prazer está também a contribuir para um planeta mais justo e solidário!

Logo FairtradeDica: Para identificar correctamente os chocolates provenientes de comércio justo, procure na embalagem o selo Fair Trade:

Referências:
The Guardian, “Fair trade sales rise 12% despite ‘difficult year’, (22 February 2010)
Facts About Chocolate, “Where does your chocolate come from? Encouraging Fair Trade”.

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