MARKETING

Mobile First

Vivemos numa sociedade hiperconectada que é uma consequência de uma evolução tecnológica sem precedentes. Enquanto consumidores estamos permanentemente envolvidos com as marcas através dos mais diversos dispositivos. Dados do Google Consumer Barometer para Portugal indicam que em termos de dispositivos conectados à internet, cerca de 59% são smartphones, 65% computadores e 31% tablets. Em média, cada português dispõe de 2,3 equipamentos.

Devido a este fenómeno, as marcas, nas mais diversas áreas de negócio, têm vindo a investir cada vez mais em mobile marketing. O mobile diferencia-se dos meios tradicionais pelas suas características de interatividade, ambiente personalizado e independência em relação ao tempo e ao espaço.

Num mundo cada vez mais mobile, faz cada vez mais sentido a expressão any era: anywhere, anytime, anydevice, anychannel. Estes conceitos estão relacionados com a noção de ubiquidade, ou seja, a ideia de que o consumidor pode aceder à sua informação a partir de qualquer dispositivo, a qualquer hora e em qualquer lugar, o que hoje em dia é possível devido à proliferação de dispositivos móveis cada vez mais finos e leves, com maior capacidade de resposta e de autonomia de bateria, bem como aos avanços em serviços associados, como o armazenamento e acesso aos nossos dados em tempo real.

O mobile marketing funciona como uma espécie de agregador de todos os outros meios (ponto de venda, televisão, rádio, online, outdoors) e acaba por ser o centro de toda a campanha, desempenhando um papel importante no aumento da interatividade entre os consumidores e as marcas.

Segundo dados do Real Business UK, a penetração global do mobile é de 93%.Em 2017, irão haver 8.6 mil milhões de dispositivos prontos a usar.

Neste sentido, existe três investimentos importantes a considerar:

  1. Website “responsive” – Ou seja, um website que permita a deteção do dispositivo móvel e o layout ajustar-se de acordo.
  2. Publicidade em mobile – Uma das tendências que tem sido repetida nos últimos anos é que “este é o ano do mobile” e na realidade tal ainda não aconteceu. Contudo, as mais recentes previsões indicam que metade de todas as pesquisas venham de um dispositivo móvel e, como tal, os investimentos em mobile deverão refletir esta tendência.

Aplicações – As apps facilitam o contacto com os clientes ao tornar o acesso à oferta ou conteúdo de forma rápida. O objetivo não é replicar o website numa aplicação, mas sim, acrescentar valor ao cliente através da aplicação. Existem muitas ferramentas de fidelização e comunicação que podem ser integradas nas aplicações.

Em suma, o mobile marketing é uma das grandes tendências do momento em marketing digital. E porque ainda estamos em fase de recomendação de leitura de férias, não posso deixar de vos sugerir a leitura do livro “Marketing Digital & eCommerce” (editora PsicoSoma), do qual sou uma das co-autoras (fica desde já aqui o meu disclaimer), juntamente com David Monteiro, Inês Amaral, João Neto e Jorge Remondes (coordenador). O livro, recentemente lançado aborda esta tendência, entre outras relevantes, e é uma boa leitura para quem quer aprofundar conhecimentos e tirar partido do digital integrando-o na sua estratégia de negócio.

Boas Leituras!

Artigo publicado no Jornal Briefing, Agosto 2016

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